DX: S79/DL2SBY - Seychelles

Kasimir, DL2SBY, estará novamente ativo nas Seychelles como S79/DL2SBY entre 11 e 21 de setembro de 2026.
Ele menciona que o QTH fica no lado norte da Ilha Mahé, a cerca de 100 metros do mar, com vista livre de nordeste a noroeste.
Atividade em 80-6m; CW, SSB, FT8 (MSHV).
Equipamento:
2x ICOM IC7300. Amplificador Juma PA1000. Yagi de 5 elementos para 6m. Verticais para as bandas de HF, Inverted Vee.
Mais informações no site QRZ.com clicando aqui
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.
As Seychelles formam um arquipélago de cerca de 115 ilhas no Oceano Índico ocidental, ao norte de Madagascar, dividido entre ilhas graníticas — como Mahé, a maior e mais populosa, onde fica a capital Victoria — e atóis de coral mais planos e isolados, como o distante Aldabra. O primeiro desembarque registrado nas ilhas, então desabitadas, foi feito em 1609 por uma expedição da British East India Company, mas foi o francês Lazare Picault quem explorou o arquipélago em 1742 e 1744, levando à anexação formal pela França em 1756, quando as ilhas receberam o nome de Séchelles.
O domínio francês deu lugar ao britânico após os conflitos entre as duas potências no início do século XIX: o Reino Unido assumiu o controle das ilhas em 1810, formalizado pelo Tratado de Paris de 1814. Em 1903, as Seychelles se separaram da administração de Maurícia e passaram a ser colônia da coroa britânica por conta própria, com um Conselho Legislativo com membros eleitos criado em 1948. O país conquistou o autogoverno em 1975 e a independência plena, dentro da Commonwealth, em 1976. No ano seguinte, um golpe de Estado levou France-Albert René à presidência, que transformou o país num Estado socialista de partido único — um regime que só começou a ser desfeito no início dos anos 1990, com a transição para o multipartidarismo e a abertura econômica.
A população das Seychelles reflete a mistura de origens africanas, europeias e asiáticas trazidas por essa história colonial, e o crioulo seselwa — língua de base francesa — é falado no dia a dia ao lado do inglês e do francês, ambos também idiomas oficiais. Essa herança se manifesta na culinária, fortemente influenciada por temperos e técnicas da África, Índia e da própria cozinha francesa, e em festividades que combinam elementos católicos com tradições locais.
Do ponto de vista natural, as Seychelles abrigam dois sítios reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio Mundial: a Vallée de Mai, na ilha de Praslin, uma floresta de palmeiras remanescente que preserva o coco-do-mar (coco de mer), a semente de planta mais pesada do mundo e um símbolo do país; e o Atol de Aldabra, um dos maiores atóis de coral erguidos do planeta, santuário de uma das maiores populações de tartarugas gigantes do mundo, isoladas por sua localização remota.
Para os visitantes, o arquipélago é conhecido por suas praias de areia branca emolduradas por formações graníticas, como as famosas Anse Source d'Argent e Anse Lazio, além de recifes de coral bem preservados que atraem mergulhadores e praticantes de snorkeling. A combinação de biodiversidade, isolamento geográfico e paisagens preservadas também torna as ilhas um destino recorrente para radioamadores em busca de uma das entidades mais procuradas do Oceano Índico.
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