DX: 9T0MD - Democratic Republic of the Congo

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[ATUALIZAÇÃO] — No fim de semana passado, Simone (IU4HRJ), Andrea (IW3SSD) e Paco (IU3PMA) inspecionaram a antena DX Commander Signature 12.4 da equipe e fizeram alguns ajustes para simplificar a montagem e a desmontagem em futuras DXpedições. A principal modificação foi criar pequenos encaixes nas placas isolantes para inserir os fios dos elementos diretamente, permitindo remover elementos individuais sem precisar desmontar os demais — o que agiliza a montagem e a manutenção em campo e reduz o risco de emaranhamento dos fios.

[APOIO] — A República Democrática do Congo enfrenta uma grave crise humanitária: cerca de 27 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza e insegurança alimentar, o maior número entre os países africanos. Por questões de segurança, o custo da expedição aumentou significativamente. Quem quiser apoiar financeiramente a operação pode fazê-lo pelo link de patrocínio individual do Mediterranean DX Club (clicando aqui).

[18 de junho] — A equipe lançou o vídeo promocional oficial da expedição, marcada para outubro de 2026.

[Canal no WhatsApp] — Foi criado um canal no WhatsApp para acompanhar as atualizações da expedição (clicando aqui).

[7 de maio] — A equipe está em busca de um operador de CW, para a expedição então prevista para o período de 30 de setembro a 13 de outubro de 2026. Interessados devem entrar em contato com os membros da equipe indicados no site oficial.

[17 de março] — O Mediterranean DX Club (MDXC) anunciou oficialmente a operação, informando que estará ativa de 30 de setembro a 11 de outubro de 2026 como 9T0MD, a partir da República Democrática do Congo. Também nessa data, o site oficial da expedição foi lançado (clicando aqui) e a equipe recebeu um grant do NCDXF. A operação vai priorizar os modos CW e fonia e, pela primeira vez usando o prefixo 9T, incluir atividade via satélite (QO-100) e EME, nas bandas de 6 a 160 metros, com uma antena DX Commander Signature 12.4. Contatos da equipe: Antonio Cannataro (I8KHC) e, para operadores de CW, DL8JJ.


Mais informações no site QRZ.com clicando aqui



Este boletim foi publicado no site www.dx-world.net e a
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.


A República Democrática do Congo é o segundo maior país da África em extensão territorial, cortado pelo rio Congo — um dos maiores do mundo em volume de água — e coberto, em grande parte, pela vasta floresta tropical da Bacia do Congo, segunda maior floresta tropical contígua do planeta, atrás apenas da Amazônia. Foi justamente a exploração dessa riqueza natural que moldou boa parte da história recente do país.

Entre 1885 e 1908, o território foi administrado como propriedade pessoal do rei belga Leopoldo II sob o nome de Estado Livre do Congo, período marcado por trabalho forçado e violência sistemática na extração de borracha e marfim — pesquisas acadêmicas estimam que a população congolesa possa ter sido reduzida em até 10 milhões de pessoas nessas décadas. Diante da repercussão internacional das atrocidades, o parlamento belga comprou o território de Leopoldo em 1908 e o transformou em colônia formal, o Congo Belga.

A independência veio em 1960, com Patrice Lumumba eleito primeiro-ministro em maio daquele ano; poucos meses depois, em setembro, ele foi deposto em um golpe liderado pelo coronel Joseph-Désiré Mobutu, e acabaria executado em 1961. Mobutu assumiu o poder de forma definitiva em 1971, rebatizou o país como Zaire e a si mesmo como Mobutu Sese Seko, governando por 36 anos até ser derrubado em 1997. A queda de Mobutu deu início à Primeira Guerra do Congo (1996-1997), à qual se seguiu a Segunda Guerra do Congo (1998-2003) — um dos conflitos mais mortais desde a Segunda Guerra Mundial, com estimativas que variam entre 1 e 5 milhões de mortos. A instabilidade nas províncias do leste do país, sobretudo em Kivu, persiste até hoje, alimentando a crise humanitária mencionada na própria postagem original desta DXpedição.

Apesar desse cenário, a República Democrática do Congo também é reconhecida por sua riqueza cultural e natural. Em dezembro de 2021, a rumba congolesa — gênero musical nascido do encontro de ritmos centro-africanos com influências afro-cubanas — foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Já o Parque Nacional Virunga, criado em 1925 no leste do país, é o parque nacional mais antigo da África e um dos ecossistemas mais biodiversos do planeta, com paisagens que vão da floresta tropical de baixada a picos glaciais e vulcões ativos, como o Nyiragongo — além de abrigar uma das últimas populações remanescentes de gorilas-das-montanhas em estado selvagem, hoje sob ameaça direta da instabilidade na região.






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