DX: V61GSE - Weno Island, Chuuk (F.S.M.)

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Takeo, JR1GSE, estará ativo a partir da Ilha de Weno (OC-011), no Estado de Chuuk, Estados Federados da Micronésia, como V61GSE, entre 1 e 7 de outubro de 2026.

A operação será em estilo "holiday style" (de férias), nas bandas de 80 a 6 metros, nos modos FT8, SSB e CW, utilizando uma antena Inverted-V.

QSL via LoTW, eQSL e Club Log OQRS.


Mais informações no site QRZ.com clicando aqui



Este boletim foi publicado no site www.dx-world.net e a
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.


Weno, antigamente chamada de Moen, é a ilha administrativa da Lagoa de Chuuk, um dos maiores atóis do mundo, protegido por um extenso recife de barreira. A ocupação humana remonta a cerca de 2 mil anos, quando navegadores austronésios exploraram o arquipélago usando técnicas de orientação por estrelas, ondas e pássaros muito antes da chegada dos europeus. A posição estratégica da lagoa, com águas abrigadas e boas condições de ancoragem, favoreceu desde cedo o comércio e a circulação entre as ilhas da região.

O contato europeu começou com o mapeamento espanhol em 1528, mas foi só entre 1899 e 1914 que a ilha passou a domínio alemão, período em que se desenvolveu o comércio de óleo de coco. Entre 1914 e 1945, sob administração japonesa, a região recebeu importante infraestrutura militar, o que tornou a Lagoa de Chuuk uma base naval estratégica do Japão na Segunda Guerra Mundial. Em fevereiro de 1944, a Operação Hailstone, ofensiva aérea e naval dos Estados Unidos, afundou dezenas de embarcações e aeronaves japonesas na lagoa — os destroços remanescentes formam hoje um dos parques de mergulho de naufrágios mais renomados do mundo.

Após a guerra, a administração passou aos Estados Unidos, sob mandato da ONU, até que em 1986 o Compacto de Livre Associação garantiu a independência dos Estados Federados da Micronésia, que se tornaram membros plenos das Nações Unidas em 1991. A arquitetura de Weno ainda reflete essas diferentes fases coloniais, combinando estruturas de concreto remanescentes do período japonês com construções tropicais contemporâneas.

A cultura chuukesa é marcada por fortes valores comunitários e pela vida religiosa cristã, com os cultos de domingo ocupando papel central no calendário social. Tradições como festas de terra (umw), com pratos à base de taro, caranguejo-de-coco e porco assado, acompanhadas de danças e cânticos ancestrais, seguem vivas nas ilhas de Weno e também nas ilhas vizinhas de Tol, Uman e Fefan. Regras de respeito social — como remover os sapatos ao entrar em casas e ceder posição de destaque aos mais velhos — continuam a orientar o convívio diário. A navegação tradicional em canoas, guiada por conhecimento ancestral de estrelas e correntes, e sítios sagrados como o monte Tonnachau, também compõem esse patrimônio cultural.

Do ponto de vista turístico, Weno funciona como porta de entrada para a Lagoa de Chuuk, cujo apelo internacional cresceu sobretudo a partir da década de 1990 com o desenvolvimento do turismo de mergulho nos destroços da Operação Hailstone. Além dos naufrágios, remanescentes de bunkers e templos xintoístas da Segunda Guerra, praias e a vida comunitária das ilhas exteriores atraem visitantes interessados tanto em história militar quanto em cultura local — um cenário que também explica o interesse recorrente de radioamadores como Takeo, JR1GSE, em ativar Weno para a comunidade DX.






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