DX: RI1FJZ - Franz Josef Land

[ATUALIZAÇÃO] — por Vasily, RA1ZZ. O primeiro integrante da equipe, Eugene, RW6MD, partiu hoje mais cedo para o ponto de partida — a cidade portuária de Murmansk — de trem. No sábado (dia 29), pela manhã (horário local), Dima, RA9USU, partirá de carro. RA1ZZ e UA6EX chegarão então de avião em 31 de agosto, com R9LR chegando a Murmansk em 1º de setembro. Mais de 600 kg de equipamentos já foram enviados para Murmansk.
[26 de agosto] — A equipe operará com unidades SPE Expert 1.3K, além de amplificadores de 600W dos fornecedores GROM2K, EB-104 e RZ1ZR.
[25 de agosto] — por Vladimir, R9LR. Quase 500 kg de carga adicional partiram para Murmansk, com o restante do equipamento chegando ao ponto de partida.
[20 de agosto] — por Vasily, RA1ZZ. Os integrantes da equipe estão comprando passagens para chegada a Murmansk em 31 de agosto; o iate é esperado no porto na mesma data.
[19 de agosto] — Mudança na composição da equipe: Evgeny, UA6EX, se junta ao grupo após uma expedição ao Ártico; Alexander, R9LM, se retira.
[15 de agosto] — por Vasily, RA1ZZ. Vasily RA1ZZ, Vladimir R9LR, Dima RA9USU, Alex R9LM, Nick R3CN e Eugene RW6MD têm o prazer de anunciar uma DXpedição a Franz Josef Land (44º destino mais procurado e o DXCC mais setentrional do mundo).
Indicativo: RI1FJZ. Datas: 9 a 25 de setembro de 2026. Serão até 7 rádios com amplificadores de potência (2 para CW/SSB e 5 para modos digitais); também serão usados EME, LEO e QO-100. O orçamento da operação ultrapassa US$ 50.000. QSL: US$ 7 via direto, e gratuito pelo bureau.
Links: site oficial da expedição em ri1fjz.ru, rastreamento do iate pelo Google Maps, e os fornecedores de equipamento GROM2K, EB-104 e RZ1ZR.
Mais informações no site QRZ.com clicando aqui
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.
Franz Josef Land é um arquipélago russo no alto Ártico, formado por mais de 190 ilhas cobertas majoritariamente por gelo. Sua descoberta é disputada: em 1865, o navio norueguês Spidsbergen, sob o comando de Nils Fredrik Rønnbeck, pode ter avistado as ilhas durante uma caçada de focas, mas o achado nunca foi anunciado publicamente. O arquipélago só se tornou conhecido do mundo com a Expedição Austro-Húngara ao Polo Norte (1872-1874), liderada por Julius Payer e Karl Weyprecht a bordo do navio Tegetthoff, que batizou a região em homenagem ao imperador Francisco José I.
Nas décadas seguintes, Franz Josef Land tornou-se base para algumas das expedições mais ambiciosas da era heroica da exploração polar: Benjamin Leigh Smith explorou suas porções central e meridional entre 1880 e 1881; a expedição do Fram, de Fridtjof Nansen (1893-1896), alcançou a latitude de 86°13,6' N antes de recuar e encerrar a jornada no arquipélago; e a expedição britânica de Frederick George Jackson encontrou Nansen em 17 de junho de 1896, em Cape Flora. Já em 1899-1900, a expedição italiana do Stella Polare, comandada por Luigi Amedeo, chegou a 86°34' N, recorde da época.
A Rússia reivindicou soberania sobre o arquipélago em 1914, e em 15 de abril de 1926 a União Soviética o anexou formalmente como parte do Oblast de Arkhangelsk, gerando protestos da Itália e da Noruega. Nos anos 1930, estações meteorológicas soviéticas foram instaladas em pontos como Tikhaya Bay, Hooker Island e Rudolf Island; durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1943 e 1944, a Alemanha chegou a manter secretamente uma estação meteorológica não detectada, apelidada de "Schatzgräber", em Alexandra Land, com dez homens. Já durante a Guerra Fria, a importância estratégica do arquipélago cresceu, com aeródromos construídos em Nagurskoye e na Ilha Heiss, além da criação, em 1957, do Observatório Ernst Krenkel.
É justamente em Alexandra Land — ilha que concentra o ponto mais alto do arquipélago, a calota de gelo conhecida como "Dome of the Moon", e onde fica um dos pontos de referência do mapa desta postagem — que se localiza Nagurskoye, construída nos anos 1950 e considerada a base militar mais setentrional da Rússia. Reaberta em 2017, ela ganhou uma estrutura moderna batizada de "Trevo Ártico" (Arkticheskiy Trilistnik), com capacidade para 150 militares por até 18 meses, reforçando a presença geopolítica russa na região polar.
Apesar do legado militar, Franz Josef Land também é hoje território de proteção ambiental: declarado reserva natural em 1994, foi incorporado por volta de 2011 ao Parque Nacional Ártico Russo (criado em 2009 e ampliado em 2016 para cerca de 74 mil km²), que abriga ursos-polares, morsas, baleias-da-groenlândia e uma das maiores colônias de aves do Hemisfério Norte. Entre 2012 e 2015, a Rússia conduziu um projeto de limpeza de 1,5 bilhão de rublos para remover mais de 100 mil toneladas de resíduos acumulados na era soviética, parte do esforço para viabilizar o turismo na que é considerada a entidade DXCC mais setentrional do planeta.
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