DX: 8Q7JH - Thulhagiri Island, Maldives

Juergen, DL3JH, estará novamente ativo a partir da Ilha de Thulhagiri, no Atol de Malé Norte, Maldivas, usando o indicativo 8Q7JH, durante o período de 20 de setembro a 10 de outubro de 2026.
QRV nas bandas de 20, 15 e 10 metros, nos modos FT8, CW e SSB.
QSL via H/c, pelo bureau ou direto.
Mais informações no site QRZ.com clicando aqui
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.
O Atol de Malé Norte reúne a capital das Maldivas, Malé, e dezenas de pequenas ilhas coralíneas ao seu redor — entre elas Thulhagiri, hoje ocupada por um resort turístico. É também nesse mesmo atol, na ilha de Vihamanaafushi, que fica o Kurumba Maldives, aberto em 1972 pelos maldivianos Mohamed Umar Maniku e Ahmed Naseem: o primeiro resort turístico do país, que deu início à transformação das Maldivas de uma economia baseada na pesca para um destino internacional voltado ao turismo de luxo.
A história do arquipélago é mais antiga que essa vocação turística recente. Há evidências de estruturas budistas em dezenas de ilhas maldivas desde cerca do século III a.C., mas em 1153 o último rei budista se converteu ao islamismo, influenciado por comerciantes árabes — conversão associada, segundo a tradição local, à chegada do visitante norte-africano Yusuf Al Barbari. Desde então, o islamismo sunita se tornou parte central da identidade nacional maldiviana.
No século XVI, as Maldivas enfrentaram tentativas de dominação portuguesa, resistidas por Mohamed Thakurufaanu à frente de uma campanha de oito anos contra os invasores, que buscavam impor o cristianismo na região. Mais tarde, o arquipélago tornou-se protetorado britânico em 1887, condição que se manteve por 77 anos, até a independência, proclamada em 26 de julho de 1965. O sultanato maldiviano foi abolido em 1968, quando o país se tornou uma república.
Do ponto de vista cultural, a língua dhivehi, de raízes indo-arianas, e a culinária baseada em peixe, coco e especiarias marcam a identidade local, ao lado de uma religiosidade islâmica que permeia a vida cotidiana em todo o país — inclusive nas ilhas hoje dedicadas ao turismo internacional, onde resorts como o de Thulhagiri funcionam como enclaves à parte das comunidades locais, conforme o modelo de "uma ilha, um resort" adotado nas Maldivas desde os anos 1970.
Para os visitantes, o Atol de Malé Norte é um dos pontos de entrada mais tradicionais do turismo maldiviano, com recifes de coral bem preservados, mergulho livre e autônomo entre cardumes e arraias-manta, praias de areia branca e bangalôs sobre a água — cenário que, somado à proximidade com o aeroporto internacional de Malé, faz da região um dos destinos mais procurados do país desde que o Kurumba abriu suas portas há mais de cinco décadas.
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