PY1JKO: Juscelino Kubitschek, Remy Toscano e o Nascimento do Radioamadorismo em Brasília

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Poucas histórias do radioamadorismo brasileiro conseguem reunir, de maneira tão extraordinária, tecnologia, política, amizade, pioneirismo e a própria formação de uma cidade. A história do indicativo PY1JKO, atribuído ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, é uma delas. Mais do que registrar a passagem de uma personalidade pública pelas ondas de rádio, o indicativo nos conduz diretamente aos primeiros anos de Brasília e à organização do radioamadorismo na nova capital.

Por trás de PY1JKO existe também outra figura fundamental: Remy Flores Toscano, PT2VE, médico, radioamador, amigo e médico particular de Juscelino. Remy foi uma das pessoas que ajudaram a levar o radioamadorismo para o Planalto Central ainda antes da inauguração oficial de Brasília e teve participação decisiva na organização da LABRE na nova capital. A documentação disponível permite reconstruir uma história na qual Juscelino, Remy e a LABRE aparecem ligados por uma circunstância singular: o rádio ajudou a registrar, acompanhar e celebrar o nascimento de Brasília.

Esta não é apenas uma história sobre um presidente que tinha um indicativo de radioamador. É a história de como uma atividade tecnológica, que já possuía décadas de organização no Brasil, chegou à cidade que estava sendo construída no cerrado; de como um médico e radioamador se tornou um dos articuladores dessa presença; e de como o próprio presidente da República passou a fazer parte dessa comunidade. Décadas depois, a memória dessa história continua presente na LABRE-DF, inclusive por meio de Paulo Ramiro Perez Toscano, PY3AX, filho de Remy e figura que mantém uma ligação direta entre aquela geração pioneira e o radioamadorismo brasiliense contemporâneo.

Antes de Brasília: o rádio já fazia parte da história brasileira

Para compreender o significado de PY1JKO, é preciso voltar algumas décadas. O radioamadorismo brasileiro não nasceu com Brasília e tampouco com a LABRE. O país já possuía experimentadores e operadores de rádio desde as primeiras décadas do século XX.

Um marco documental importante ocorreu em 5 de novembro de 1924, quando foi publicado o Decreto nº 16.657, que aprovou o regulamento dos serviços de radiotelegrafia e radiotelefonia no território brasileiro. O regulamento classificava as estações radioemissoras em diferentes grupos e incluía as estações de amadores, além das estações destinadas a ensaios técnicos e experiências científicas.

A importância desse documento é tão grande que a LABRE passou a considerar o decreto de 1924 como o marco do reconhecimento oficial do radioamadorismo brasileiro. Em 2024, ao comemorar o centenário desse reconhecimento, a entidade destacou o Decreto nº 16.657 como o ponto de partida oficial dessa história.

Uma década depois, em 2 de fevereiro de 1934, duas organizações de radioamadores — a Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, de São Paulo, e a Rede Brasileira de Rádio-Amadores, do Rio de Janeiro — uniram-se para formar a atual Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão, LABRE.

Quando Juscelino começou a se aproximar do radioamadorismo, portanto, já existia no Brasil uma comunidade organizada, com história, legislação, associações e uma cultura própria de experimentação técnica e comunicação.

Juscelino Kubitschek antes de PY1JKO

Juscelino Kubitschek nasceu em 12 de setembro de 1902, em Diamantina, Minas Gerais. Formou-se médico em Belo Horizonte, em 1927, e posteriormente especializou-se em cirurgia e urologia na Europa. Antes de se tornar médico e político, entretanto, teve uma experiência profissional que seria especialmente significativa para sua futura relação com o rádio: trabalhou como telegrafista-auxiliar concursado em Belo Horizonte, em 1921.

A telegrafia exigia domínio de códigos, disciplina, atenção auditiva e familiaridade com sistemas de comunicação elétrica. Embora um telegrafista e um radioamador exerçam atividades diferentes, havia uma afinidade técnica e cultural evidente entre as duas áreas, especialmente em uma época na qual o conhecimento de código Morse era uma das habilidades centrais das comunicações de longa distância.

Foi justamente essa experiência anterior que Remy Flores Toscano utilizaria para aproximar Juscelino do radioamadorismo.

Quem foi Remy Flores Toscano?

A história de PY1JKO não pode ser contada adequadamente sem falar de Remy Flores Toscano.

Remy era médico e, segundo os registros históricos consultados, amigo e médico particular de Juscelino Kubitschek. Era também radioamador. Seu primeiro indicativo associado à história é PY3AKG, posteriormente substituído por PT2VE.

Em 1958, enquanto Brasília ainda era um gigantesco canteiro de obras, Remy instalou uma estação de radioamador na região onde estava sendo construída a futura capital. Um relato histórico de Ivan Dorneles Rodrigues, PY3IDR, identifica Remy como pioneiro do radioamadorismo em Brasília e informa que sua estação utilizava um equipamento da família 310 e uma antena dipolo.

Há uma pequena divergência entre fontes secundárias quanto à identificação exata do equipamento. Uma delas menciona um conjunto Delta 310/209, enquanto outra descreve um transmissor e receptor Geloso 310. Por essa razão, é mais prudente registrar a informação como uma estação baseada em equipamento da linha 310, sem transformar uma das duas descrições em certeza absoluta.

O dado fundamental, entretanto, permanece consistente: Remy já mantinha uma estação de radioamador em Brasília antes da inauguração oficial da cidade.

Isso tem uma importância histórica enorme. Brasília seria inaugurada apenas em 21 de abril de 1960, mas o radioamadorismo já estava presente no território da futura capital durante sua construção.

O radioamadorismo chega ao Planalto Central

A presença de Remy não ficou restrita à operação de sua própria estação.

Em 1959, o então presidente da LABRE, Cícero Barreto, PY1CQ, esteve em Brasília e recebeu Remy. A partir dessa aproximação, Remy foi nomeado delegado da presidência da LABRE com a missão de incentivar o radioamadorismo e criar condições para a organização da entidade na nova capital.

Essa função era especialmente importante naquele momento. Brasília atraía funcionários públicos, militares, engenheiros, comerciantes, trabalhadores e profissionais de diversas partes do Brasil. Entre essas pessoas também havia radioamadores e interessados em obter suas licenças.

O relato histórico atribuído a Remy e posteriormente reproduzido em diferentes fontes afirma que ele trabalhou para viabilizar a realização de exames de radioamador na nova capital. O processo contribuiu para formar uma comunidade local e criar as condições para a organização de uma representação da LABRE em Brasília.

A história da LABRE Brasília, portanto, não começa simplesmente depois da inauguração da cidade. Ela começa durante a própria construção da capital, e Remy aparece como um de seus principais articuladores.

Remy e Juscelino: do telégrafo ao radioamadorismo

Foi nesse contexto que surgiu PY1JKO.

Remy, conhecendo Juscelino pessoalmente e sabendo de sua experiência como telegrafista, incentivou o presidente a ingressar no radioamadorismo. Juscelino recebeu o indicativo PY1JKO.

A informação está registrada de maneira particularmente valiosa no Diário da Câmara dos Deputados de 27 de maio de 2003, documento parlamentar que reproduziu um histórico sobre Remy Flores Toscano e Juscelino Kubitschek. O documento registra explicitamente que Remy, médico particular e amigo do presidente, aproveitou a experiência de Juscelino como telegrafista para incentivá-lo a tornar-se radioamador.

Assim, PY1JKO não parece ter sido uma mera homenagem ou um indicativo atribuído a uma personalidade sem participação efetiva. A documentação disponível associa o indicativo à participação de Juscelino em atividades radioamadorísticas concretas.

E uma dessas atividades ocorreu justamente em um dos dias mais importantes da história brasileira.

21 de abril de 1960: Brasília vai para o ar

O dia 21 de abril de 1960 marcou a inauguração de Brasília e a transferência da capital da República para o Planalto Central.

Naquele mesmo dia, porém, acontecia outra inauguração, muito menos conhecida pelo público em geral, mas extremamente significativa para o radioamadorismo brasileiro.

Na sede da LABRE, a convite de Remy Flores Toscano, Juscelino Kubitschek, operando como PY1JKO, participou da abertura do concurso "Brasília Ano 1". O registro do Diário da Câmara dos Deputados cita ainda a presença dos radioamadores Atilano de Oms Sobrinho, PY5EG, e Percy Pimentel, PY5DB, além de outros radioamadores.

A informação também é reproduzida em publicações posteriores da própria LABRE e da LABRE-DF. A edição de 2023 do QTC da LABRE registra que o concurso Brasília Ano 1 teve sua primeira edição em 21 de abril de 1960 e que sua abertura foi realizada por Juscelino Kubitschek, PY1JKO.

O significado simbólico é difícil de ignorar.

Enquanto Brasília era inaugurada como nova capital política do Brasil, uma estação de radioamadorismo colocava a cidade em contato com outros operadores através das ondas de rádio. O mesmo dia que marcou a transferência física da capital também marcou um acontecimento na história radioamadorística brasileira.

Não se trata de afirmar que o rádio "inaugurou Brasília" ou que o concurso teve papel na construção da cidade. A documentação não permite tal interpretação. O que podemos afirmar, com segurança, é que a abertura do Brasília Ano 1 por PY1JKO ocorreu no dia da inauguração da nova capital, estabelecendo uma associação histórica extremamente rara entre um acontecimento político nacional e uma atividade de radioamadorismo.

Brasília Ano 1: um concurso que virou tradição

O concurso iniciado em 21 de abril de 1960 tornou-se uma das tradições mais antigas do radioamadorismo brasileiro.

O Concurso Brasília Ano 1 foi posteriormente retomado pela LABRE-DF e passou a celebrar anualmente o aniversário da capital. Publicações da LABRE-DF o descrevem como o mais antigo concurso brasileiro do gênero, embora sua continuidade tenha sofrido uma interrupção de vários anos.

Em 2023, por exemplo, a LABRE-DF publicou o regulamento da edição Brasília Ano 63, destacando justamente a participação histórica de PY1JKO na abertura da primeira edição.

Essa continuidade é especialmente significativa. Uma atividade radioamadorística iniciada no contexto da inauguração de Brasília atravessou décadas e chegou ao radioamadorismo contemporâneo, com estações da LABRE-DF novamente levando o nome da capital às bandas.

Assim, cada nova edição do concurso Brasília Ano não é apenas uma competição. Ela também funciona como uma espécie de memória operacional daquele momento de 1960.

27 de novembro de 1960: nasce a LABRE Brasília

A história de PY1JKO e Remy não termina em 21 de abril.

Em 27 de novembro de 1960, uma reunião realizada em Brasília resultou na escolha da primeira diretoria da LABRE Brasília, tendo Remy Flores Toscano, PT2VE, como presidente.

O Diário da Câmara dos Deputados registra o episódio e identifica Remy como presidente da primeira diretoria da LABRE Brasília.

Fontes históricas de radioamadorismo acrescentam que a primeira sede da organização teria funcionado na residência de Remy, no então Acampamento da CAPFESP, local posteriormente associado à região da atual SQS 104.

É importante, porém, distinguir os níveis de documentação. A participação de Remy na organização da LABRE Brasília e sua eleição para a primeira diretoria aparecem em documentação institucional. Já detalhes sobre o endereço da primeira sede e a localização atual correspondente são provenientes de relatos históricos de radioamadores. Eles são valiosos para a reconstrução da memória, mas devem ser apresentados como tais.

De qualquer forma, a sequência histórica é clara: Remy levou uma estação de rádio para a Brasília em construção, recebeu a missão de organizar o radioamadorismo local e posteriormente presidiu a primeira diretoria da LABRE Brasília.

O homem por trás do indicativo

Existe uma tendência natural, quando se fala em um indicativo como PY1JKO, de transformar a história em uma curiosidade: "o presidente era radioamador".

Mas isso reduz muito a importância do episódio.

Juscelino não foi apenas uma personalidade política que recebeu um indicativo. Ele possuía uma formação anterior em telegrafia e foi introduzido no radioamadorismo por alguém de seu círculo pessoal que também era radioamador. O indicativo PY1JKO apareceu em um momento em que a nova capital estava sendo construída e, posteriormente, foi associado a uma atividade radioamadorística pública realizada no próprio dia da inauguração de Brasília.

O episódio também revela algo interessante sobre o radioamadorismo daquela época. A atividade reunia pessoas de diferentes profissões e posições sociais. Médicos, militares, engenheiros, funcionários públicos, comerciantes e políticos podiam compartilhar a mesma linguagem operacional: indicativos, bandas, antenas, código Morse e contatos.

O fato de um presidente da República fazer parte desse universo não diminuía a natureza técnica do radioamadorismo. Pelo contrário: mostra a amplitude social que a atividade já havia alcançado.

E os equipamentos de Juscelino?

Aqui encontramos uma das partes mais fascinantes — e que exige maior cuidado documental.

Em entrevista publicada no QTC da LABRE-DF em 2023, o radioamador e colecionador Adinei Brochi, PY2ADN, contou que equipamentos que teriam pertencido a Juscelino Kubitschek chegaram à sua coleção por intermédio da filha do presidente, Márcia Kubitschek.

Segundo o relato de Adinei, Márcia reconheceu em sua coleção um equipamento da marca Delta e lembrou que seu pai também possuía uma estação de radioamador. Posteriormente, o colecionador recebeu uma caixa contendo uma linha completa Drake 4, acompanhada de uma carta.

A informação é extremamente relevante para a preservação da memória material de PY1JKO. Entretanto, é necessário fazer uma ressalva histórica importante: a existência desses equipamentos no acervo de um colecionador não prova, por si só, que aquela linha Drake tenha sido o equipamento utilizado por Juscelino na abertura do Brasília Ano 1, em 1960.

A linha Drake 4 pertence a uma geração posterior de equipamentos de radioamadorismo. Portanto, é perfeitamente possível que tenha sido utilizada por Juscelino em outro período de sua vida radioamadorística. O QTC documenta a procedência relatada pelo colecionador, mas não estabelece a data ou a circunstância exata em que cada equipamento foi utilizado pelo presidente.

Essa distinção é importante para um artigo histórico sério. O correto é registrar a existência da coleção e a procedência relatada, deixando claro aquilo que está documentado e aquilo que ainda precisaria de documentação adicional.

O que podemos aprender tecnicamente com essa história?

A estação de Remy em Brasília também oferece uma pequena janela para compreender como era o radioamadorismo no final da década de 1950.

Uma estação baseada em transmissor e receptor separados, antena dipolo e operação em ondas curtas representava uma combinação típica da época. O operador precisava compreender não apenas como utilizar o equipamento, mas também como ajustar a antena, selecionar frequências e lidar com as condições de propagação.

Em uma Brasília ainda em construção, uma estação de rádio também tinha um significado especial. Não existiam as facilidades de comunicação digital atuais, internet, telefonia móvel ou redes de dados. O radioamadorismo permitia estabelecer comunicação de longa distância utilizando uma infraestrutura relativamente independente.

A antena dipolo, por exemplo, é conceitualmente simples: dois elementos condutores alimentados em um ponto central. Apesar da simplicidade, seu comportamento depende do comprimento físico, da frequência, da altura em relação ao solo e das características do ambiente. Em HF, essas variáveis interagem com a propagação ionosférica e podem permitir contatos que ultrapassam milhares de quilômetros.

Foi esse tipo de tecnologia, muito mais simples do que as redes de comunicação atuais, que acompanhou os primeiros anos da nova capital.

De Remy a Paulo Ramiro: uma história que chegou até nós

Talvez o aspecto mais bonito dessa história seja o fato de ela não ter terminado nos arquivos.

Paulo Ramiro Perez Toscano, PY3AX, filho de Remy Flores Toscano, mantém uma ligação direta com essa memória. Paulo Ramiro também construiu sua própria trajetória no radioamadorismo e na LABRE. Foi presidente da LABRE Nacional entre 1990 e 1991 e é reconhecido pela LABRE-DF como membro fundador da entidade no Distrito Federal.

Em 2026, essa história ganhou uma nova página.

Paulo Ramiro esteve na sede da LABRE-DF em 15 de junho de 2026, onde operou a estação oficial PT2AA durante a tradicional Rodada Ponto de Contato. Na ocasião, a LABRE-DF também o homenageou com o título de Sócio Honorário.

Ele retornou novamente à sede em julho, operando a estação compartilhada PT2AA/PT2AAA e conduzindo outra edição da Rodada Ponto de Contato.

A imagem é poderosa: o filho de Remy Toscano, décadas depois dos primeiros contatos realizados na Brasília em construção, novamente diante de uma estação de rádio em Brasília.

Não é apenas uma coincidência familiar. É uma continuidade de memória.

Remy ajudou a organizar o radioamadorismo na nova capital. Paulo Ramiro participou da fundação e da construção da LABRE-DF. E hoje, décadas depois, PY3AX continua utilizando o rádio para reunir radioamadores de diferentes regiões do Brasil.

Uma história que merece ser preservada

A história de PY1JKO não pertence somente à biografia de Juscelino Kubitschek. Ela pertence também à história da radioamadorismo brasileiro e, de maneira muito especial, à história do Distrito Federal.

Ela começa antes da inauguração de Brasília, com Remy Flores Toscano instalando uma estação enquanto a cidade ainda estava sendo construída. Passa pela organização da LABRE no Planalto Central. Encontra Juscelino Kubitschek, o telegrafista que se tornou médico, político e presidente da República, e que recebeu o indicativo PY1JKO. Chega ao dia 21 de abril de 1960, quando o presidente participa da abertura do Brasília Ano 1. Prossegue com a organização da primeira diretoria da LABRE Brasília, presidida por Remy. E, décadas mais tarde, encontra seu eco na atuação de Paulo Ramiro Perez Toscano, PY3AX.

É uma história em que o rádio funciona como testemunha.

O rádio estava lá quando Brasília ainda era um projeto no cerrado. Estava lá quando a nova capital foi inaugurada. Estava lá quando a comunidade de radioamadores começou a se organizar. E continua presente hoje, nas estações da LABRE-DF e nas vozes dos operadores que mantêm viva essa tradição.

Talvez seja essa a melhor maneira de compreender PY1JKO. Não apenas como o indicativo de um presidente, mas como um símbolo de uma época em que Brasília estava nascendo e o radioamadorismo também começava a criar raízes no Planalto Central.

E quando um radioamador de hoje liga seu equipamento no dia 21 de abril para participar do Concurso Brasília Ano, há algo de extraordinário nessa continuidade: mais de seis décadas depois, a capital continua sendo colocada no ar pelas ondas de rádio.


Referências e fontes consultadas

1. Diário da Câmara dos Deputados — 27 de maio de 2003. Documento parlamentar que registra a relação entre Remy Flores Toscano e Juscelino Kubitschek, a atribuição do indicativo PY1JKO e a participação de Juscelino na abertura do Conteste Brasília Ano 1, em 21 de abril de 1960. Também registra a eleição de Remy para a primeira diretoria da LABRE Brasília (páginas do documento 23.141 em diante - 133 do PDF).

Diário da Câmara dos Deputados — 27/05/2003

2. Portal do Radioamador — Juscelino Kubitschek de Oliveira – PY1JKO. Compilação histórica de Ivan Dorneles Rodrigues, PY3IDR, reunindo informações sobre a trajetória de Juscelino, Remy Toscano, PY1JKO e a formação da LABRE Brasília.

Juscelino Kubitschek de Oliveira – PY1JKO

3. LABRE — Quem Somos. Histórico institucional da LABRE, incluindo a fundação da entidade em 2 de fevereiro de 1934 e a fusão das organizações que a antecederam.

LABRE — Quem Somos

4. LABRE — Decreto nº 16.657 e legislação histórica. Material institucional sobre a legislação brasileira de radioamadorismo e o reconhecimento oficial das estações de amadores em 1924.

LABRE — 100 anos do Radioamadorismo Brasileiro

5. Presidência da República — Decreto nº 16.657, de 5 de novembro de 1924. Texto oficial do decreto que aprovou o regulamento dos serviços de radiotelegrafia e radiotelefonia.

Planalto — Decreto nº 16.657/1924

6. Câmara dos Deputados — publicação original do Decreto nº 16.657. Registro legislativo digitalizado com a publicação original e informações sobre o Diário Oficial em que o regulamento foi publicado.

Câmara dos Deputados — Decreto nº 16.657/1924

7. LABRE — A Legislação Radioamadorística através dos tempos, Volume 1. Obra documental dedicada à legislação brasileira de radioamadorismo entre 1924 e 2000.

A Legislação Radioamadorística através dos tempos — Vol. 1

8. LABRE-DF — QTC da LABRE-DF nº 43, 2023. Entrevista com Adinei Brochi, PY2ADN, contendo o relato sobre os equipamentos atribuídos à coleção de Juscelino Kubitschek e a linha Drake 4 recebida da família do ex-presidente.

QTC da LABRE-DF nº 43 — Entrevista com Adinei Brochi, PY2ADN

9. Ivan Dorneles Rodrigues, PY3IDR — biografia de Remy Flores Toscano. Relato histórico sobre Remy, sua estação em Brasília, sua atuação na organização da LABRE e sua relação com Juscelino Kubitschek.

Remy Flores Toscano — PT2VE / ex-PY3AKG

10. LABRE — Ex-Presidentes da LABRE. Registro institucional que confirma Remy Flores Toscano, PT2VE, como presidente da LABRE Nacional entre 1º de outubro de 1979 e 22 de setembro de 1982, e Paulo Ramiro Perez Toscano, PT2PT, como presidente entre 1990 e 1991.

LABRE — Ex-Presidentes da LABRE

11. LABRE-DF — Paulo Ramiro Perez Toscano (PY3AX) retorna à sede da LABRE-DF. Registro contemporâneo da visita de Paulo Ramiro à LABRE-DF em julho de 2026, sua participação na Rodada Ponto de Contato e sua relação familiar com Remy Toscano.

LABRE-DF — Paulo Ramiro Perez Toscano (PY3AX) retorna à sede da LABRE-DF

12. LABRE-DF — Visita de Paulo Ramiro Perez Toscano (PY3AX). Registro da visita de 15 de junho de 2026, incluindo a operação de PT2AA, a homenagem concedida pela LABRE-DF e informações biográficas sobre Paulo Ramiro.

LABRE-DF — Visita de Paulo Ramiro Perez Toscano (PY3AX)

13. LABRE-DF — QTC nº 74, 2025. Publicação da LABRE-DF que recupera a história do Concurso Brasília Ano e registra a participação de PY1JKO em sua primeira edição.

QTC da LABRE-DF nº 74 — Concurso Brasília Ano

14. Senado Federal — Memórias do Brasil 1960: discursos de Juscelino Kubitschek. Publicação oficial do Senado contendo documentos e discursos de JK relacionados ao período de inauguração de Brasília.

Senado Federal — Memórias do Brasil 1960

15. Senado Federal — Inauguração de Brasília. Material histórico sobre a transferência da capital e a inauguração de Brasília em 21 de abril de 1960.

Rádio Senado — Inauguração da capital completa 60 anos

Nota de rigor histórico

Durante a pesquisa, foram encontradas algumas diferenças entre relatos secundários, especialmente na identificação de determinados equipamentos utilizados por Remy e em grafias ocasionais do indicativo de Juscelino. Para este artigo, foi adotada a forma PY1JKO, que aparece no documento do Diário da Câmara dos Deputados e nas fontes da LABRE-DF e da LABRE. Da mesma forma, a linha Drake 4 atribuída à coleção de Adinei Brochi foi apresentada como objeto posteriormente recebido da família Kubitschek, sem afirmar que tenha sido o equipamento utilizado por JK na abertura do Brasília Ano 1, pois a documentação consultada não permite estabelecer essa ligação cronológica com segurança.

O objetivo desta abordagem é preservar o valor histórico da narrativa sem transformar relatos posteriores em fatos documentais que as fontes disponíveis não comprovam. É justamente essa distinção entre documento contemporâneo, registro institucional e memória oral ou secundária que permite que a história de PY1JKO seja preservada com o rigor que ela merece.






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