DX: YM7KK/0 - Giresun Island (AS-154), Türkiye

0

De 13 a 15 de setembro de 2026, Golkem (TA7AZC) e Emre (TA7EK) realizam uma ativação portátil de radioamador na Ilha Giresun (AS-154), Turquia. A ilha será ativada para o programa IOTA, além de WWFF, POTA e WCA.

Operando como YM7KK/0, a dupla ficará totalmente portátil durante toda a ativação. Como não há infraestrutura elétrica nem água encanada na ilha, toda a operação será alimentada por baterias e sustentada por sistemas de antenas portáteis. Todo o equipamento da estação e os recursos de comunicação serão transportados até a ilha e operados inteiramente a partir de energia portátil.

A equipe espera trabalhar com muitas estações durante a ativação. Nos vemos nas bandas! 73!


Mais informações no site QRZ.com clicando aqui



Este boletim foi publicado no site www.dx-world.net e a
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.


A Ilha Giresun fica a apenas 1,2 km da costa turca do Mar Negro e é a única ilha habitada do leste dessa região — hoje sem moradores fixos, mas historicamente ocupada. Na Grécia Antiga, era conhecida como Areos Nesos, a "Ilha de Ares", deus da guerra, e a tradição mitológica liga o local também às Amazonas, que ali realizariam cerimônias de fertilidade num templo hoje em ruínas. Segundo a lenda homérica, Jasão e os Argonautas teriam passado pela ilha — então chamada Aretias — durante a busca pelo Velo de Ouro, recrutando ali quatro marinheiros náufragos para enfrentar os perigos que os aguardavam no Cáucaso.

Escavações arqueológicas revelam camadas sucessivas de ocupação: um templo do período clássico-helenístico, fortificações romanas erguidas no século I d.C. para conter a pirataria na região, e um mosteiro bizantino dos séculos V-VI. Escavações mais recentes, em 2015, encontraram uma capela dos séculos XI-XII cercada de sepulturas, reforçando a hipótese de que a ilha funcionou como um centro religioso importante durante o período bizantino. Segundo registros históricos, população grega teria resistido ali ao avanço otomano até 1468, num dos últimos redutos gregos de sua época na região; depois disso, restrições comerciais impostas pelos otomanos levaram ao despovoamento gradual da ilha.

Apesar de hoje desabitada, a ilha segue viva na cultura local através da tradicional Festa de Aksu, realizada anualmente: os visitantes caminham até a pedra sagrada conhecida como Hamza Taşı, no meio das ruínas do antigo templo, que segue sendo usada como ponto de partida de caminhadas rituais associadas a pedidos de fertilidade e saúde — um costume que mistura mito antigo e prática popular contemporânea.

A ilha também está numa rota de migração de aves, recebendo temporariamente diversas espécies ao longo do ano, e vem atraindo um número crescente de visitantes turcos e estrangeiros interessados tanto na paisagem quanto na história — com encenações teatrais locais recriando figuras da mitologia, como Hércules e as próprias Amazonas.

Já a região de Giresun, na costa turca do Mar Negro, é mundialmente conhecida por sua produção de avelã (fındık): a Turquia é o maior produtor mundial da fruta, e Giresun figura entre os polos históricos dessa cultura, com bolsa de mercadorias própria dedicada ao produto. A combinação de mar, montanhas verdes e planaltos (yaylalar) típicos da região do Mar Negro torna a área um destino turístico em ascensão — e a rara janela de operação de rádio na Ilha Giresun, sem infraestrutura elétrica ou hídrica, é um convite especial a DXers e caçadores de IOTA em busca dessa combinação de mito, história e isolamento geográfico.






Comentários

Nenhum comentário para este post.

Sua mensagem contém 0/2000 caracteres