DX: JD1BON/JD1BOI - Ogasawara Islands

Take, JA1UII (como JD1BON), e Koji, JI1LET (como JD1BOI) — além de Take usando JE1NVD/JD1 e Koji usando JI1CRM/JD1 — estarão ativos a partir de Chichijima, nas Ilhas Ogasawara, Japão, de 24 de setembro a 6 de outubro de 2026. Operação em diversas bandas e modos, usando uma combinação de antenas, incluindo Spiderbeam, dipolos e uma yagi TA33jr. QSL para cada indicativo via LoTW.
Mais informações no site QRZ.com clicando aqui
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.
Chichijima é a maior e mais habitada ilha do arquipélago de Ogasawara, e funciona como sua porta de entrada — é lá que atraca o navio que faz a única ligação regular com Tóquio, uma vez por semana, numa viagem de cerca de 26 horas, já que a região não tem aeroporto. As Ilhas Ogasawara permaneceram desabitadas até 1830, quando colonos americanos, europeus e ilhéus do Pacífico partiram do Havaí e se fixaram justamente em Chichijima, usando-a como ponto de abastecimento para baleeiros que cruzavam o Oceano Pacífico.
O Japão reivindicou o arquipélago em 1862, teve sua soberania reconhecida internacionalmente em 1876 e iniciou a colonização oficial no ano seguinte. Após a Segunda Guerra Mundial, as ilhas passaram para administração dos Estados Unidos, período em que apenas descendentes dos colonos ocidentais originais puderam retornar, em 1946; o controle voltou ao Japão apenas em 26 de junho de 1968, data ainda lembrada como marco da reintegração das ilhas ao território japonês.
Por seu isolamento — cerca de 1.000 km ao sul do arquipélago principal japonês — e pela evolução isolada de sua fauna e flora, Ogasawara é conhecida como o "Galápagos do Oriente", título reforçado pelo reconhecimento da UNESCO, que em junho de 2011 declarou o arquipélago Patrimônio Mundial Natural. São mais de 190 espécies de aves ameaçadas, entre elas o morcego-voador de Bonin, e mais de 400 espécies de plantas nativas espalhadas pelas cerca de 30 ilhas do grupo.
Em Chichijima, os visitantes encontram trilhas para observação de espécies endêmicas, praias e águas cristalinas propícias a mergulho e caiaque, e a possibilidade de avistar baleias-esperma e jubarte nas águas ao redor da ilha em determinadas épocas do ano. À noite, a ausência de poluição luminosa faz da observação do céu estrelado um dos programas mais procurados por quem enfrenta a longa viagem de navio até lá.
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