DX: A50QO - Bhutan
A operação via satélite ocorrerá de 15 a 20 de agosto de 2026, em Thimphu, Butão.
Operadores: BA7LVG (FENG) e JK2XXK (TAKA)
Operaremos via QO-100 e satélites de órbita baixa (LEO) — os detalhes da programação para LEO serão divulgados posteriormente.
O plano para EME na banda de 70 cm será disponibilizado em algumas semanas, após calcularmos o peso total de nossa bagagem.
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Localizado no Himalaia, entre a Índia e a China, o Butão é um pequeno reino cuja identidade foi profundamente marcada pelo budismo. A tradição butanesa atribui ao mestre Guru Rinpoche, no século VIII, papel fundamental na introdução do budismo na região. Séculos depois, no século XVII, Zhabdrung Ngawang Namgyal unificou grande parte do território e consolidou instituições políticas e religiosas, além de estabelecer os dzongs, construções fortificadas que combinavam funções administrativas e religiosas. A monarquia foi estabelecida em 1907 e, em 2008, o país tornou-se uma monarquia constitucional democrática, com a adoção de uma nova Constituição.
A cultura butanesa permanece fortemente ligada ao budismo Vajrayana, à arquitetura tradicional, às artes e aos costumes locais. A arquitetura dos dzongs, monastérios e casas tradicionais é uma das características mais marcantes do país. O Butão também preserva 13 formas tradicionais de artes e ofícios, conhecidas como Zorig Chusum, que incluem atividades como pintura, escultura, carpintaria e tecelagem. O tiro com arco, por sua vez, é considerado o esporte nacional. Outro conceito associado internacionalmente ao país é a Felicidade Interna Bruta (FIB), proposta durante o reinado do quarto rei, Jigme Singye Wangchuck, como uma abordagem de desenvolvimento que considera, além da economia, aspectos sociais, culturais e ambientais.
Entre as principais atrações está o Mosteiro Taktsang, conhecido como Tiger's Nest, construído em um penhasco nas proximidades de Paro e associado à tradição de Guru Rinpoche. A capital, Thimphu, reúne importantes referências culturais e religiosas, enquanto Punakha é conhecida pelo magnífico Punakha Dzong, localizado na confluência dos rios Pho Chhu e Mo Chhu. O complexo é um dos principais exemplos da arquitetura histórica butanesa e integra a lista de sítios do Butão inscritos em sua Lista Indicativa para o Patrimônio Mundial da UNESCO.
Além dos monumentos, o Butão atrai visitantes pelas paisagens do Himalaia, pelas florestas e pelas possibilidades de trekking e turismo de natureza. A conservação ambiental ocupa posição importante na política do país, e o próprio governo destaca a preservação das florestas e da biodiversidade como parte de sua identidade nacional. O turismo também segue uma política voltada à preservação cultural e ambiental, com a cobrança da Sustainable Development Fee (SDF) destinada, entre outros objetivos, a financiar iniciativas de conservação, infraestrutura e preservação do patrimônio.
O Butão se tornou, assim, um destino singular não apenas pelas paisagens montanhosas, mas pela combinação entre religião, tradição, arquitetura e conservação ambiental. É importante, porém, observar que, apesar de sua forte projeção internacional como país da “Felicidade Interna Bruta”, essa expressão não deve ser confundida com uma simples classificação de felicidade da população: trata-se de um conceito de política pública e desenvolvimento. Para quem visita o país, talvez a característica mais marcante seja justamente essa tentativa de conciliar modernização com a preservação de uma identidade cultural construída ao longo de séculos.
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