DX: FR/ZS6AJG - Saint-Gilles, Ilha da Reunião

Andre, ZS6AJG, planeja atividade a partir de Saint-Gilles, Ilha da Reunião, como FR/ZS6AJG, durante 25 a 27 de agosto de 2026.
QRV nas bandas de HF, usando antena vertical e transceptor Xiegu G90.
QSL via indicativo de origem (H/c), eQSL.
Mais informações no site QRZ.com clicando aqui
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.
A Ilha da Reunião é um departamento e região ultramarina da França, no Oceano Índico, a cerca de 680 km a leste de Madagascar e 175 km a sudoeste de Maurício. Junto com Maurício e Rodrigues, forma o grupo das Ilhas Mascarenhas. É uma ilha vulcânica: abriga o Piton de la Fournaise, um dos vulcões mais ativos do planeta, com mais de 100 erupções registradas desde 1640, e o Piton des Neiges, ponto mais alto do Oceano Índico, hoje adormecido. O relevo é marcado por três grandes cirques (calderas) — Salazie, Cilaos e Mafate, este último acessível apenas a pé ou de helicóptero —, e cerca de 40% da ilha é reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2010, coincidindo com o núcleo do Parque Nacional da Reunião.
A ilha era desabitada até a chegada de exploradores portugueses no início do século XVI. A colonização francesa começou no século XVII, quando recebeu o nome de Île Bourbon, em homenagem à dinastia reinante na França. Em 1793, durante a Revolução Francesa, foi rebatizada como "Réunion". A economia colonial se baseou primeiro no café e depois na cana-de-açúcar, sustentada pelo trabalho escravo de africanos e malgaxes trazidos à força para a ilha. A escravidão foi abolida em 20 de dezembro de 1848, data celebrada até hoje como feriado na ilha (Fête Kaf). Em 1946 a Reunião tornou-se oficialmente um departamento ultramarino francês, com status equivalente ao de uma região da França continental.
Em 1841, o então jovem escravizado Edmond Albius descobriu a técnica de polinização manual da baunilha, permitindo que a Reunião se tornasse por décadas a maior produtora mundial da especiaria — ainda hoje um símbolo da ilha. O cultivo de gerânio para a indústria de perfumaria também se destacou. Ao longo do século XX a economia local foi gradualmente migrando da monocultura açucareira para os setores de serviços e turismo, impulsionados sobretudo a partir da década de 1990.
A cultura reunionense é um mosaico de influências europeias, africanas, indianas, chinesas e malgaxes, refletido na diversidade étnica local — grupos conhecidos como Yabs, Cafres, Malbars e Chinois. O crioulo reunionense é amplamente falado no dia a dia, embora o francês siga como único idioma oficial. A ilha tem duas tradições musicais marcantes: o séga, dança de salão de origem crioula comum a várias ilhas do Índico, e o maloya, gênero de raízes africanas e malgaxes nascido entre os escravizados, que chegou a ser proibido pelo Estado francês nas décadas de 1970 e 1980 por sua associação a movimentos autonomistas, e que hoje é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade desde 2009.
Saint-Gilles-les-Bains, na costa oeste da ilha — de onde Andre, ZS6AJG, pretende operar —, é o principal balneário turístico da Reunião, conhecido por suas praias protegidas por recife de coral, como L'Hermitage, além de esportes aquáticos, vida noturna e proximidade com os cirques e o vulcão para os visitantes que buscam trilhas. A combinação de paisagens vulcânicas, praias e cultura crioula faz da Reunião um destino turístico único no Oceano Índico, cada vez mais procurado também por radioamadores em busca dessa rara entidade DXCC.
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