Ativação: ZZ5X - Expedição ao Parque Nacional de Superagui - PR (PYFF-0052)
Equipe quase toda formada por:
PY5XT -Nando, PY2TIM-Renato, PT2OP - Orlando e PS8RV - Ronaldo, PY5CC Peter e PY7BR - Jean, estarão ativos no Parque Nacional de Superagui - PR operando 4 estações operando simultaneamente.
A operação acontece nos dias 13/08/2026 a partir das 16h PT2 e vai até o dia 16/08/2026 até às 23h59 PT2.
Modos:
Durante o período do CVA (15/08/2026 - 18:00 UTC (15:00PT2) e 16/08/2026 às 21:00 UTC (18:00PT2) somente em CW.
Nos horários fora do CVA vão operar SSB FT8, FT4 e Satélites LEO, com contatos válidos para WWFF - World Wide Flora and Fauna (Flora e Fauna Mundial), PYFF-0052
Bandas:
- 80 metros
- 40 metros
- 20 metros
- 15 metros
- 10 metros
O Parque Nacional de Superagui, localizado integralmente no município de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná, protege uma importante parcela dos ambientes costeiros da Mata Atlântica. A unidade reúne ilhas, praias, dunas, restingas, manguezais e florestas de planície, inseridos no complexo estuarino-lagunar do Lagamar. A região também possui importante patrimônio arqueológico, histórico e cultural, incluindo sambaquis e comunidades tradicionais caiçaras.
O parque foi criado em 25 de abril de 1989, pelo Decreto Federal nº 97.688, inicialmente com 21.400 hectares. Na sua criação, a unidade abrangia as ilhas de Superagui e das Peças, com exclusão de determinadas áreas ocupadas por comunidades. O decreto estabeleceu como finalidade proteger e preservar amostras dos ecossistemas existentes na região, assegurar a conservação de seus recursos naturais e proporcionar oportunidades controladas de uso público, educação e pesquisa científica.
Em 20 de novembro de 1997, seus limites foram redefinidos e ampliados pela Lei Federal nº 9.513, incorporando, entre outras áreas, uma porção continental no Vale do Rio dos Patos. O ICMBio registra que a área resultante dessa ampliação passou a 33.988 hectares; atualmente, entretanto, o cadastro oficial do Instituto informa 33.860,36 hectares, valor que deve ser utilizado como referência para a área atual da unidade. A ampliação também teve importância para a conservação do mico-leão-da-cara-preta, cuja população insular ficou isolada da área continental após a abertura do Canal do Varadouro, na década de 1950.
A importância ambiental de Superagui é particularmente expressiva pela presença de espécies ameaçadas, entre elas o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara) e o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis). O parque protege ambientes de grande relevância para essas espécies e constitui parte de um contínuo de áreas protegidas do Lagamar. A unidade integra ainda a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e o Mosaico Lagamar. Parte de sua área está incluída no sítio “Reservas da Mata Atlântica do Sudeste”, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Natural Mundial em 1999.
Além da importância ambiental, a região possui expressivo patrimônio cultural. A Ilha de Superagui foi tombada pelo Estado do Paraná em 10 de julho de 1985, no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, após um primeiro tombamento realizado em 1970 ter sido posteriormente tornado sem efeito. Comunidades caiçaras vivem na região há séculos e preservam práticas tradicionais, incluindo formas de pesca, culinária, modos de vida e o fandango caiçara. Assim, o Parque Nacional de Superagui representa não apenas uma área de conservação da biodiversidade, mas também um território de grande importância histórica, paisagística, arqueológica e cultural.
FONTES:
Página oficial do ICMBio – Parque Nacional de Superagui
Decreto nº 97.688, de 25 de abril de 1989
Lei nº 9.513, de 20 de novembro de 1997
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