DX: TK5SI - Sanguinaires Island, EU-104
Antoine F5RAB e Gil F4FET planejam operar a partir da Sanguinaires Island, EU-104 – Córsega, como TK5SI durante os dias 27 e 28 de julho de 2026.
Será uma "Micro-expedition" de dois dias, apenas durante o período diurno (não é possível pernoitar na ilha).
QRV nas bandas de HF.
QSL via F8GGV; LoTW, Club Log OQRS.
Além disso, antes e depois do IOTA contest (19 a 29 de julho), eles estarão ativos como TK5K.
Mais informações no site QRZ.com clicando aqui
publicação original (em inglês) pode ser acessada clicando aqui.
As Ilhas Sanguinárias (Îles Sanguinaires) ficam a cerca de 12 km de Ajaccio, na costa oeste da Córsega, na França, e formam um pequeno arquipélago de quatro ilhotas rochosas de origem vulcânica, compostas por diorito escuro e granito monzonítico mais claro. O contraste entre essas rochas e o mar é o que dá origem ao nome do arquipélago, associado à coloração avermelhada de seus penhascos ao entardecer.
A presença humana nas ilhas remonta ao século XVI, quando os genoveses construíram uma torre de vigia no local onde hoje se ergue o farol da ilha principal, Mezzu Mare. O farol atual foi erguido em 1870 para auxiliar a navegação na entrada do golfo de Ajaccio, enquanto em 1806 o local também abrigou um lazareto, usado para colocar em quarentena por 40 dias pescadores de coral, como medida de prevenção contra doenças como a peste e a cólera. Um semáforo de sinalização marítima funcionou entre 1865 e 1955, e o farol foi automatizado em 1985.
As ilhas têm forte presença na cultura local e são citadas em relatos de viajantes desde o século XIX, sendo um dos pontos mais conhecidos da Córsega nos guias turísticos. O escritor francês Alphonse Daudet as tornou ainda mais célebres ao mencioná-las em sua obra "Cartas do Meu Moinho" (Lettres de mon moulin), reforçando o caráter quase místico do lugar.
Hoje, o arquipélago é um destino turístico procurado por quem visita Ajaccio, com passeios de barco saindo do porto Tino Rossi durante o verão. O local é reconhecido como refúgio de aves marinhas, como corvos-marinhos e gaivotas-de-patas-amarelas, além de ser frequentado por golfinhos nas águas ao redor. Os pôr do sol vistos a partir das ilhas estão entre os mais fotografados da Córsega, atraindo caminhantes e visitantes que buscam a paisagem selvagem e preservada da região.
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